| Crescemos ouvindo estórias e assistindo à filmes que falam sobre caça a tesouros que estão escondidos em um lugar distante e de complicado acesso. Aprendemos também que quanto mais valiosos são os tesouros, mais difícil se tornará a sua localização. No entanto, existem importantes diferenças entre o tesouro dos filmes e o tesouro da realidade dos cristãos. Temos que entender essa diferença para que a fantasia não venha a se tornar o nosso hábito cotidiano. Percebemos que a primeira diferença é o perfil dos caçadores de tesouros da fantasia e os dos cristãos. Geralmente nos filmes, essas pessoas têm o perfil de “caçadores” ambiciosos e egoístas, que se for necessário passam “por cima” de tudo e de todos para conseguir alcançar o tesouro. Esses caçadores querem o tesouro somente para si, principalmente para conseguir suprir suas necessidades pessoais e vazias. Tomam como forma de serem percebidos pelo que o tesouro material podem lhe OFERECER, desvalorizando o tesouro que podem chegar a SER. Percebe-se ai primeira diferença. Em nossa realidade, seguindo os caminhos de Cristo, também procuramos tesouros, mas para encontrá-los, precisamos de maior quantidade possível de outros “caçadores”, os que chamamos de amigos, parceiros ou família. Sem eles não conseguiremos descobrir as verdadeiras jóias. Queremos encontrar pérolas para que o mundo contemple a preciosidade de seu encanto. Essas pérolas estão em lugares que muitos caçadores jamais imaginam procurar. Estão nas periferias, vilas e favelas de nossa cidade, ou simplesmente, do nosso lado, em nossas mãos. Prontas para brilharem, aguardando apenas que seja dado o devido valor que merecem. O caçador cristão tem no olhar, o dom pra para perceber a essência do verdadeiro tesouro a ser encontrado. Outra diferença é o tipo de tesouro que procuramos. Nos filmes e estórias, os caçadores procuram objetos preciosos que possam propiciar um “status” social para quem o encontrar, uma espécie de falsa ilusão ou mesmo máscaras para serem admirados por outros. Em nosso cotidiano, o tesouro que procuramos deve ser diferente. São pessoas com grandes potenciais a serem aproveitados. Pessoas adormecidas a espera de “caçadores de tesouros perdido”. Antes de serem encontradas, nem percebem o quanto são valiosas. Mas são tesouros. Essas “pessoas-tesouro” depois de encontradas e naturalmente abrilhantadas passam a perceber que seu brilho é único e valioso. Ao serem encontradas, percebem também a sua importância, e querem tentar contribuir para a descoberta de novos tesouros até que se possa formar um “colar” de pérolas preciosas para valorizar o brilho de cada pedra. Por fim, a terceira e ultima diferença é a direção que os mapas nos apontam. No mundo da fantasia os mapas estão escritos ou desenhados em códigos ou direções. A leitura desses mapas é que nos levarão ao tão desejado tesouro que precisamos ou queremos encontrar. Aqui, bem mais próximo da realidade do mundo, os mapas também nos levam a tais tesouros. No entanto, estas cartas geográficas, nos levarão a um tesouro, mas é aquele que cada um se propõe a encontrar dentro de si. Podemos encontrar o tesouro material que nos elevará ao “status”, aplausos, a falsa admiração e a solidão. Ou encontraremos o “colar-de-pessoas-tesouro”, fiéis, cristãos que juntos abrilhantarão o mundo de uma forma unida e fortalecida. Os tesouros estão o mais perto que imaginamos, mas ainda não estão descobertos ou valorizados como merecem ser. O brilho do ouro ofusca e não nos permite perceber quantas jóias temos perto de nós e não são admirados: são amigos valiosos, pais preciosos, maridos, esposas, filhos e muitos outros grandes tesouros que estão ao nosso redor. Ainda assim, seja qual o tipo de tesouro procuramos, só o encontraremos com a ajuda de uma importante ferramenta: a sensibilidade para perceber que o tesouro que Deus nos preparou está dentro de cada um de nós.
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