| O Natal se aproxima e as ruas da cidade se enfeitam de luzes. Uma fileira interminável de lojas, uma riqueza refinada, mas excessiva. Nas ruas da cidade, uma série de vitrines que não passam despercebidas. Tudo se move com elegância. Ah! Lá estão os anjinhos... Que nada! São fadinhas inventadas recentemente para enfeitar a paisagem branca. Acompanhado dos pais, um menino se levanta na pontinha dos pés e observa enfeitiçado. Mas em nosso coração, a incredulidade e, depois, quase uma revolta: este mundo rico "monopolizou"o Natal e tudo que o cerca e "desalojou "Jesus. Do Natal, ama a poesia, a atmosfera, a amizade que desperta, os presentes que expõem, as luzes, as estrelas, as canções. Espera o Natal para melhor faturamento. Mas em Jesus não pensa. "Veio para os seus e os seus não o receberam." Não havia um lugar para Ele na hospedaria...,"nem mesmo no Natal. Não dormi esta noite. Este pensamento me manteve acordada. Se eu renascesse faria muita coisa... Fundaria uma entidade a serviço dos Natais dos homens da terra. Imprimiria os cartões mais bonitos do mundo. Criaria estátuas e estatuetas com o mais apurado talento. Gravaria poesias, canções antigas e novas, ilustraria livros para crianças e adultos sobre esse "mistério de amor." Redigiria roteiros para teatros ou filmes... Hoje agradeço à Igreja que salvou as imagens. Anos atrás, quando fui a um país dominado pelo ateísmo, havia um sacerdote esculpindo imagens de anjos, para que o povo se lembrasse do eu. Hoje o entendo melhor. É exigência do ateísmo prático que agora invade o mundo por toda parte. Certo é que manter para si o Natal, banindo o recém-nascido, é algo que angustia. Que ao menos em todas as nossas casas se divulgue Quem nasceu, preparando-lhe uma festa sem igual. Chiara Lubich
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