| Segundo a lenda, Zabelê, uma jovem índia que se apaixonara por um jovem índio de uma tribo diferente, foi vítima da intolerância de seus familiares, perdendo seu amor e sua vida. Como Zabelê, há milhares de meninas em nossa Arquidiocese que têm suas vidas igualmente vitimizadas por seus familiares, atingidas por tantas outras formas de violência, tais como a negligência, a pobreza, a prostituição, o abuso, o abandono, a drogadição. A ASA buscou junto à Prefeitura Municipal de Teresina-PMT e o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, a realização de uma sólida parceria para a construção da CASA DE ZABELÊ onde, desenvolvendo atividades sociais, pedagógicas, desportivas, culturais, psicológicas e profissionalizantes, as 115 meninas conquistam a quebra do ciclo da violência. Hoje, contextualizadas na família, na escola e na comunidade em que vive, cada menina vai reconstruindo sua própria vida. Baseada numa pedagogia do diálogo, oficinas orientadas e atendimento personalizado, estimulam nas educandas o desenvolvimento de competências pessoais, sociais, produtivas e cognitivas. Enfim, no dia-a-dia, as meninas vão aprendendo um jeito novo de viver, discutindo, num permanente exercício de protagonismo juvenil, os mais diversos temas do cotidiano, tais como: família, escola, sentimentos, uso de drogas, higiene, doenças, sexualidade, violência doméstica, gravidez, amor... A ASA sabe que sua missão nunca se encerra, é preciso ir além do atendimento. É preciso combater as causas, ocupar espaços escondidos onde violência e abuso sexuais acontecem. É preciso prevenir, sensibilizar e mobilizar a sociedade para atuar no processo de combate e enfrentamento da violência sexual. Com esse intuito e dentro de uma dimensão articulada e orgânica com outras ações afins desenvolvidas pela ASA, a Casa de Zabelê, através do Projeto Zabelê Abre Janelas (ASA/World Childhood Foundation - WCF Brasil), em parceria com o Projeto Girassol (ASA/Petrobras), Programa Sentinela (ASA/Governo Federal-MDS) e o Programa Umbuzeiro (ASA/UNICEF), atua na capacitação de atores sociais e na construção de um amplo diálogo, em âmbito estadual. Por que ir além, para nós, significa mais vida(,-excluir) para tantas vidas. |