Opiniões
DE QUEM É A CULPA?
09/02/2007 11:05h
Altamir Nunes - Advogado
Na sociedade atual não mais existe o anseio de melhorias coletivas.
Com a implantação da politicagem mormente nos municípios mais pobres e mais carentes, frutos de más administrações, o individualismo passou a imperar entre seus membros, vindo estes, a qualquer custo, principalmente em troca de voto, a barganhar uma cesta básica, um remédio, ou até mesmo, como em muitos casos, dinheiro em espécie.
Acreditam eles que tal atitude é merecedora de aplausos. Enganam-se, pois a partir de então passam a ser dominados e dependentes desta situação de penúria. Cria-se, pois, uma submissão e, por que não dizer, uma pactuação entre o péssimo político, que finge estar trabalhando em benefício do povo, e o indivíduo, que finge estar recebendo o benefício.
Após toda esta situação, continuam-se os debates sobre a melhoria dos sistemas educacional e habitacional, do sistema de saúde, saneamento básico, a busca de mais emprego, etc...
Nota-se com isso, que as palavras soam ao vento, sem que exista, de fato, uma cobrança efetiva por parte do todo, isto é, da sociedade.
Ressalta-se, ainda, o fato de como é comum encontrar pessoas reclamando sobre a falta de emprego, falta de segurança, enfim, colocando a culpa nos políticos em tudo que ruim que acontece no seu município.
Daí vem a indagação: Se chegamos a tal situação, quem mais tem culpa, o péssimo político ou o membro da sociedade que não soube escolher?
É preciso uma reflexão profunda sobre esse assunto. Por que, ao imaginarmos que os péssimos políticos só existem por nossa causa, a sua extinção e quase como certa, basta que queiramos.
Portanto, ao tomarmos consciência da força da coletividade, é que iremos alcançar todas as melhorias, sejam elas de caráter individual, sejam coletivas, pois quando se fala em sociedade, estamos nos referindo a um todo, vez que ninguém em sã consciência e capaz de viver isoladamente. Somente com a união de todos em prol da coletividade é que se pode começar a sonhar em dias melhores.
Unano-mos, para que juntos possamos cobrar dos administradores ações concretas, e que, palavras ao vento e em ondas sonoras, jamais possam nos enganar.


 
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